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terça-feira, 28 de junho de 2011

Delegado Marconi Lima disse que Estado não apresenta contraproposta Foto: G. Ferreira

POR JULLY CAMILO
Sem acordo com o governo do Estado, a greve dos delegados do Maranhão completa nesta segunda-feira (27), 25 dias de duração. A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol) acatou a determinação do Tribunal de Justiça, proferida pelo desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, para que 50% do efetivo trabalhem normalmente durante a paralisação, mas afirmou que o movimento continua.
De acordo com o presidente da Adepol, Marconi Lima, já houve várias reuniões com representantes do governo, chefe da Casa Civil e Secretaria de Segurança Pública, sobre as reivindicações da categoria, porém sem nenhuma contraproposta. Os delegados querem o reajuste das horas extras em 10%, na mesma forma que foi concedida nas carreiras de Polícia Civil e agente penitenciário, sendo 5% imediato e 5% posteriormente; incorporação das horas extras ao subsídio; o cumprimento da decisão judicial feita em 2007, durante o governo de Jackson Lago, que garante isonomia para os delegados como a do procurador do estado e melhores condições de trabalho.
“Esperávamos um avanço durante as várias reuniões que tivemos, mas a intransigência do governo não permite que as negociações avancem. O secretário Aluísio Mendes já disse que não pode oferecer reajuste neste ano para os delegados, devido ao orçamento. Desta forma a greve continua, mas de forma pacífica e ordeira”, afirmou.
Segundo o delegado Marconi Lima, o Estado descumpre a isonomia dos delegados, sem nenhuma decisão judicial, apesar de já ter perdido a questão cinco vezes no Supremo Tribunal Federal.

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